FRAUDE Golpe do falso médico: mensagens suspeitas levaram paciente a denunciar técnico de enfermagem
FRAUDE Golpe do falso médico: mensagens suspeitas levaram paciente a denunciar técnico de enfermagem
O que parecia uma troca de informações internas acabou despertando desconfiança e levou uma paciente a denunciar um possível vazamento de dados no Hospital Beneficência Portuguesa, em Santos, no litoral de São Paulo. A suspeita surgiu após mensagens atribuídas a um suposto médico circularem com informações sensíveis e incluírem a imagem de um prontuário que trazia o nome e a foto de um funcionário da unidade.Segundo a Polícia Civil, embora nenhuma das pessoas envolvidas tenha registrado boletim de ocorrência por tentativa de golpe e não tenha havido prejuízo, o episódio foi formalizado como estelionato no 2º Distrito Policial de Santos. O Setor de Investigações Gerais (SIG) apura quem pode ter se beneficiado dos dados compartilhados. A denúncia feita pela paciente foi determinante para a abertura das apurações internas no hospital e resultaramSidnei negou ter envolvimento na fraude e afirmou que caiu no chamado “golpe do falso médico”. Ele relatou que o contato inicial ocorreu por meio de um ramal interno usado pelos funcionários, com o interlocutor se apresentando com o nome real de um médico do centro cirúrgico. Segundo Sidnei, o golpista já tinha acesso aos nomes completos de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o que reforçou a impressão de que se tratava de um profissional da equipe.FRAUDE
Golpe do falso médico: mensagens suspeitas levaram paciente a denunciar técnico de enfermagem
Contato por ramal interno, pedidos de informações e envio de fotos de prontuários revelaram golpe
Foto do(a) author(a) Carol Neves
Carol Neves
Publicado em 24 de dezembro de 2025 às 07:39
Sidnei Alves Monteiro foi demitido
Sidnei Alves Monteiro foi demitido Crédito: Reprodução
O que parecia uma troca de informações internas acabou despertando desconfiança e levou uma paciente a denunciar um possível vazamento de dados no Hospital Beneficência Portuguesa, em Santos, no litoral de São Paulo. A suspeita surgiu após mensagens atribuídas a um suposto médico circularem com informações sensíveis e incluírem a imagem de um prontuário que trazia o nome e a foto de um funcionário da unidade.
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Segundo a Polícia Civil, embora nenhuma das pessoas envolvidas tenha registrado boletim de ocorrência por tentativa de golpe e não tenha havido prejuízo, o episódio foi formalizado como estelionato no 2º Distrito Policial de Santos. O Setor de Investigações Gerais (SIG) apura quem pode ter se beneficiado dos dados compartilhados. A denúncia feita pela paciente foi determinante para a abertura das apurações internas no hospital e resultaram na demissão do técnico de enfermagem Sidnei Alves Monteiro.
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Mensagens levaram paciente a denunciar golpe do falso médico
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Técnico de enfermagem Sidnei Alves Monteiro por Reprodução
Sidnei negou ter envolvimento na fraude e afirmou que caiu no chamado “golpe do falso médico”. Ele relatou que o contato inicial ocorreu por meio de um ramal interno usado pelos funcionários, com o interlocutor se apresentando com o nome real de um médico do centro cirúrgico. Segundo Sidnei, o golpista já tinha acesso aos nomes completos de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o que reforçou a impressão de que se tratava de um profissional da equipe.
De acordo com o técnico, o suposto médico solicitou as numerações dos prontuários, e ele encaminhou fotos das capas dos documentos e uma lista de ramais telefônicos, acreditando agir de forma legítima. Sidnei afirma que não repassou telefones de pacientes e que colaborou espontaneamente ao relatar o ocorrido.
“De boa-fé, eu falei o que ocorreu. Pensei que iria ajudar na investigação e não ser mandado embora por justa causa”, disse em entrevista ao portal G1. “Minha carreira de 18 anos foi manchada por eu levar o golpe, eu sou o culpado pelo golpe?”, questionou.
Em nota, o Hospital Beneficência Portuguesa afirmou que o caso envolveu o compartilhamento indevido de dados pessoais, a fotografia de telas internas com informações de pacientes e o uso de celular pessoal para manter contato com o suposto médico. A instituição reforçou que informações sobre pacientes só podem ser fornecidas com autorização formal e pelo médico responsável, e destacou que todos os procedimentos legais foram adotados para apurar os fatos a partir da denúncia feita pela paciente. Correio da bahia .
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