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Escândalo envolvendo camarote no Morumbis leva conselheiros a pedir afastamento do presidente do São Paulo

Escândalo envolvendo camarote no Morumbis leva conselheiros a pedir afastamento do presidente do São Paulo

Escândalo envolvendo camarote no Morumbis leva conselheiros a pedir afastamento do presidente do São Paulo
Escândalo envolvendo camarote no Morumbis leva conselheiros a pedir afastamento do presidente do São Paulo (Foto: Reprodução)

Um suposto esquema de venda irregular de ingressos em um camarote do estádio do Morumbis provocou forte abalo político no São Paulo Futebol Clube e pode resultar no afastamento do presidente Júlio Casares. Na tarde desta segunda-feira (15), um grupo de conselheiros protocolou um pedido formal para que o mandatário seja afastado do cargo. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornalista André Hernan.O caso veio à tona após a publicação de áudios pelo site ge.globo, nos quais dirigentes do clube aparecem discutindo a exploração comercial indevida de um camarote durante shows realizados no início de 2025. As gravações envolvem Douglas Schwartzmann, diretor adjunto das categorias de base, e Mara Casares, diretora feminina, cultural e de eventos do São Paulo, além de ex-esposa do presidente.Os dois teriam repassado de forma irregular o direito de uso do camarote conhecido como “3A” — localizado ao lado do espaço da presidência do clube — a uma intermediária, com fins comerciais. O espaço teria sido cedido por Márcio Carlomagno, atual CEO do São Paulo e nome apontado como possível candidato à presidência na eleição de 2026. O episódio ocorreu durante o show da cantora Shakira, realizado em fevereiro deste ano no Morumbis.

O caso é investigado a partir de um processo que tramita na 3ª Vara Cível do Foro Regional IX, em Vila Prudente. Na ação, a empresária Rita de Cássia Adriana Prado afirma que recebeu de Schwartzmann e Mara Casares a autorização para explorar comercialmente o camarote, o que teria rendido mais de R$ 130 mil com a venda de ingressos, alguns comercializados por valores superiores a R$ 2 mil.A denúncia ganhou novos contornos após Rita acionar a Justiça contra outra empresária, Carolina Lima Cassemiro. De acordo com o processo, Carolina teria retirado sem autorização um envelope com cerca de 60 ingressos do show. Rita afirma ter vendido os bilhetes por R$ 132 mil, mas recebido apenas R$ 100 mil, o que motivou a retenção do material. Além da ação cível, foi registrado um boletim de ocorrência na 34ª Delegacia de Polícia, no bairro do Morumbi.

Com o avanço do processo judicial e o registro policial, os áudios indicam que Schwartzmann e Mara teriam pressionado Rita para que ela desistisse da ação, temendo que o esquema se tornasse público. Em um dos trechos divulgados, Schwartzmann admite que a negociação ocorreu de forma clandestina e afirma que todos os envolvidos tinham ciência da irregularidade, reconhecendo que houve lucro financeiro para mais de uma parte.As gravações teriam ocorrido pouco antes da sequência de shows realizados no Morumbis entre setembro e novembro, período em que o São Paulo precisou mandar partidas do Campeonato Brasileiro na Vila Belmiro.

Diante da repercussão, o grupo político Movimento Salve o Tricolor Paulista, formado por conselheiros do clube, protocolou o pedido de afastamento de Júlio Casares. No documento, os conselheiros afirmam estar “consternados” com os fatos divulgados e ressaltam que os envolvidos ocupavam cargos estratégicos na estrutura administrativa do São Paulo, além da proximidade física do camarote com a sala da presidência. Jornal Correio .

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